sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Primeiras impressões sobre 'Scott Pilgrim vs. the World'



Vale muito a pena ver Scott Pilgrim vs. the World. Não só pela barulheira que fizeram por causa da quase-não-estreia aqui no Brasil, mas mais ainda por ser um filme absolutamente incomum. Parece mais uma junção de “filmes de luta” (como aqueles do Mortal Kombat) com vários tipos de games em várias plataformas. Levando em consideração outros belos elementos, este filme é uma homenagem aos games, ao indie rock, aos quadrinhos e toda cultura geek em geral.

Scott Pilgrim (Michael Cera) tem uma via-crucis a ser enfrentada: ele se apaixona por Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead) e para ficar com ela, tem que quebrar a cara de todos os ex-namorados e da ex-namorada dela (de sua fase “bicuriosa”, como a própria Ramona diz). Entre uma luta e outra, Scott toca com sua banda. E sim, as lutas são espetaculares, tiram o fôlego e são bem diferentes uma das outras. Fora o humor nonsense, uma lição para quem acha que saber fazer filmes de comédia. O roteiro é do diretor, Edgar Wright, e Michael Bacall, baseado na HQ homônima de Bryan Lee O'Malley. Não li a HQ, então não sei se é fiel, mas não deixa de ser um roteiro maravilhoso. Há muito caos, fantasia e emoções das mais humanas. A trilha sonora é ótima, e tem a música Scott Pilgrim, da banda Plumtree. O'Malley deu esse nome ao protagonista por adorar a banda.

A estética do filme é delirante. As poucas pessoas que tiveram e terão a oportunidade única de ver Scott Pilgrim na telona, são privilegiadas. A história é muito bem contada: sem pressa, mas com certeza de olho no seu apoio. O elenco é surpreendentemente competente. Adoro o Johnny Simmons e a Mary Elizabeth Winstead. Michael Cera é bom ator. Ele faz todo mundo rir e se emocionar de várias formas, mas eu gostaria de vê-lo num papel diferente. É impressão minha ou os personagens dele são parecidíssimos? É impressão minha ou Michael Cera é parecido com seus personagens?

Agora, eu vejo que o maior “pecado” deste filme é justamente o acerto dele (contraditório, não?): o extremismo. A equipe responsável pela feitura do filme teve muita coragem de levar essa mistura barulhenta e colorida para os cinemas – é o tipo de coisa que agrada a poucos. Parece que nem se preocupou com a bilheteria (o orçamento não foi superado), que foi, sem dúvida onde o filme decepcionou a todos, e dificultou muito sua vinda para o Brasil e outros países. O filme estreou aqui quando já estava disponível em DVD e blu-ray nos EUA. Então, agradeçamos os responsáveis pelas campanhas na web, que pediam para a Paramount lançar o filme por aqui.

Embora seja em parte (a menos importante, por sinal) um desastre, na parte restante é um acerto em cheio. Scott Pilgrim era o que faltava para mostrar que sim, um dia, nós, nerds, dominaremos o mundo.

2 comentários:

Mariana disse...

yayyy <3
esse filme é muito incrível *-* e eu queria tanto poder ver no cinema, aff :\ pelo menos, vou ver se compro o dvd quando lançar.
a mary elizabeth winstead é linda, já tinha achado ela uma graça em death proof *-* e AMEI AMEI AMEI o wallace xDD o kieran culkin arrasou!

Jana disse...

É, tive que me contentar em assistir em casa mesmo esse filme! Gostei muitoo, em especial do amigo de quarto do Scott, o ator é irmão do Macaulay Culkin, lembro de ter ficado com a incômoda impressão do "te conheço de algum lugar, mas não lmebro de onde", até que vi o nome nos créditos.
A Knives também me surpreendeu, tenho a mania de gostar dos secundários. =s