Scott Pilgrim (Michael Cera) tem uma via-crucis a ser enfrentada: ele se apaixona por Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead) e para ficar com ela, tem que quebrar a cara de todos os ex-namorados e da ex-namorada dela (de sua fase “bicuriosa”, como a própria Ramona diz). Entre uma luta e outra, Scott toca com sua banda. E sim, as lutas são espetaculares, tiram o fôlego e são bem diferentes uma das outras. Fora o humor nonsense, uma lição para quem acha que saber fazer filmes de comédia. O roteiro é do diretor, Edgar Wright, e Michael Bacall, baseado na HQ homônima de Bryan Lee O'Malley. Não li a HQ, então não sei se é fiel, mas não deixa de ser um roteiro maravilhoso. Há muito caos, fantasia e emoções das mais humanas. A trilha sonora é ótima, e tem a música Scott Pilgrim, da banda Plumtree. O'Malley deu esse nome ao protagonista por adorar a banda.
A estética do filme é delirante. As poucas pessoas que tiveram e terão a oportunidade única de ver Scott Pilgrim na telona, são privilegiadas. A história é muito bem contada: sem pressa, mas com certeza de olho no seu apoio. O elenco é surpreendentemente competente. Adoro o Johnny Simmons e a Mary Elizabeth Winstead. Michael Cera é bom ator. Ele faz todo mundo rir e se emocionar de várias formas, mas eu gostaria de vê-lo num papel diferente. É impressão minha ou os personagens dele são parecidíssimos? É impressão minha ou Michael Cera é parecido com seus personagens?
Agora, eu vejo que o maior “pecado” deste filme é justamente o acerto dele (contraditório, não?): o extremismo. A equipe responsável pela feitura do filme teve muita coragem de levar essa mistura barulhenta e colorida para os cinemas – é o tipo de coisa que agrada a poucos. Parece que nem se preocupou com a bilheteria (o orçamento não foi superado), que foi, sem dúvida onde o filme decepcionou a todos, e dificultou muito sua vinda para o Brasil e outros países. O filme estreou aqui quando já estava disponível em DVD e blu-ray nos EUA. Então, agradeçamos os responsáveis pelas campanhas na web, que pediam para a Paramount lançar o filme por aqui.
Embora seja em parte (a menos importante, por sinal) um desastre, na parte restante é um acerto em cheio. Scott Pilgrim era o que faltava para mostrar que sim, um dia, nós, nerds, dominaremos o mundo.

2 comentários:
yayyy <3
esse filme é muito incrível *-* e eu queria tanto poder ver no cinema, aff :\ pelo menos, vou ver se compro o dvd quando lançar.
a mary elizabeth winstead é linda, já tinha achado ela uma graça em death proof *-* e AMEI AMEI AMEI o wallace xDD o kieran culkin arrasou!
É, tive que me contentar em assistir em casa mesmo esse filme! Gostei muitoo, em especial do amigo de quarto do Scott, o ator é irmão do Macaulay Culkin, lembro de ter ficado com a incômoda impressão do "te conheço de algum lugar, mas não lmebro de onde", até que vi o nome nos créditos.
A Knives também me surpreendeu, tenho a mania de gostar dos secundários. =s
Postar um comentário