domingo, 15 de novembro de 2009

Quem precisa de título?

Eu tenho um sério problema. E é com literatura brasileira e portuguesa. Acho chato. Terrivelmente chato. Passamos anos engolindo tudo isso nas aulas de português e literatura, e na época que deveríamos ler aproximadamente um milhão de livros, não temos nem um pouco de vontade de ler. E essa época é a de vestibular. Eu me encaixo nesse grupo.

Passei toda minha vida lendo Harry Potter, e nas semanas de mais inocência, Pedro Bandeira. Cara, eu gostei dele por alguns dias. Depois desses dias, era puro ódio. Meus coleguinhas pré-adolescentes que curtiam ler alguma coisa, liam Pedro Bandeira. Eu lia Clarice Lispector e Luis Fernando Veríssimo. Clarice é maravilhosa para quem conhece, com certeza. Eu a amarei até o fim da minha vida e blá blá blá. Mas acaba aí. Às vezes eu me arrisco com alguma coisa ou outra do Mário Quintana. Eu tenho paciência com ambos. Fora a paciência, tenho admiração.

Machado de Assis? Guimarães Rosa? Graciliano Ramos? Sempre ouvi falar deles, e sempre bastei-me aos trechos dos livros didáticos. Esses dias me deu vontade de ler Memórias Póstumas de Brás Cubas. E estou tentando ler. Eu não tenho paciência. Abri esse livro, e quando me dei por conta do meu entusiasmo, já tinha terminado a leitura de uma HQ de O Curioso Caso de Benjamin Button:


E de X-Men #95 (nessa manhã de domingo):

Deus sabe como eu me esforço, mesmo não tendo nada a ver com essa situação.

Nessas situações, dar uma cagada no maiô é muito fácil.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ledo engano

A Fiona Apple lançou apenas uma das duas versões de seu mais recente álbum, o Extraordinary Machine:


Beleza.

Quando eu conheci a Fiona Apple, lá pra 2007, baixei a versão não lançada do Extraordinary Machine pensando que essa versão fosse a lançada. Fiquei nessa até umas duas semanas atrás. Pois quando chegou o MEU Extraordinary Machine, comprado com o suor do meu trabalho suuuuper-cansativo, vi que as músicas estão em ordem diferente da versão que eu baixei e ouvi durante todos esses... dois anos. Dois anos. Dois anos inteiros acreditando que a versão lançada era a versão não lançada e a versão não lançada era a lançada. E eu bati o pé quando ouvi a versão lançada: eu insisti que era a versão não-lançada.

Quando o CD chegou, eu tentei explicar pra minha mãe, mas estava tão feliz e surpreso e até mesmo um pouco bravo por causa da descoberta digna de A Usurpadora, ela me respondeu: "Caio, não entendi 90% do que você disse." Expliquei de novo, depois de tomar fôlego e falar mais devagar. E ela entendeu.

Felicidade imensa, ora bolas. Eu meio que me "auto-enganei", mas quando eu me "auto-desenganei", tudo voltou a ficar lindo. Pelo menos eu voltei a comprar CDs, e já tenho dois, dos três que a Fiona lançou.

Amo Fiona Apple. Amo gastar dinheiro. Amo passar por essas situações, só pra dar risada, assim como estou fazendo agora.

"But I'm not being fair
'Cause I chose to listen to that filthy mouth
But I'd like to choose right
Take all the things that I've said that he stole
Put 'em in a sack
Swing 'em over my shoulder
Turn on my heels
Step out of this sight
Try to live in a lovelier life."
Fiona Apple - "Not About Love"

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Consciência tranqüila

Quem tem a consciência tranqüila aqui levante a mão.

Eu tenho a consciência tranqüila. Muito tranqüila. Mesmo que eu seja julgado como um idiota iludido. Mesmo que eu esteja passando por uma fase em que meu contato com o hemisfério idiota do mundo é mais que o normal e/ou necessário. Mesmo que as pessoas não entendam. Mesmo que alguns pensem que isso não é verdade, é apenas imaturidade. Mesmo que esse mundo acabe com todos nós, já que é praticamente isso que está acontecendo. Mesmo que eu não tenha palavra para escolha. Mesmo que o erro seja meu. Mesmo que haja algum tipo de responsabilidade.

Mas a minha pergunta é: será que eu sou o único?

Porque geralmente os adolescentes são drogados, depressivos, provocam acidentes de carro ou são tão religiosos e felizes que assustam os mais centrados como eu. Então será que pessoas calmas como eu não são padrão? E o padrão é ser adolescente destrutivo ou drogado ou micareteiro?

G-Zuz, como arranjo dilemas. Tsc.