sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

High school is over

Então é isso aí. O meu colegial terminou hoje.

Meio idiota pensar nisso logo agora, mas como todos dizem, eu sentirei falta, e já estou sentindo. Não de toda galera, porque obviamente, não fui amiguinho de todos. Muitas cenas de hipocrisia, da famosa choradeira, deixam-me pensando em besteiras do tipo "nossa, como são falsos, morram, seus vermes".

Mas agora é outra história. É a época de plantar as sementes, não de pensar que está plantando as sementes, como geralmente nós pensamos no decorrer dos anos.

Muitas dores de cabeça, vontade de bater em muitas pessoas, vontade de simplesmente não voltar, cansaço do moralismo e do catolicismo da minha escola, mas no fim das contas, valeu a pena. Valeu mesmo. Eu decidi parar de aprender matemática e outras exatas, mas valeu a pena. Porque no fim desse show de horror e comédia, eu acabei conseguindo uma incrível bagagem de inspiração.

Para encerrar o ensino médio, uma música que não sai da minha cabeça desde que eu vi o excelente Margot e o Casamento:

"I was in the coal mine picking up diamonds
That the miners had left behind, behind, behind
And I admired their cold shine
Simple and bright
And I pocketed many in the cavernous night
Clear, when held up to the light
."
Diane Cluck - "Easy To Be Around"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mentes constipadas

Quando você pensa que foi o suficiente, acontece algo a mais, para a sua surpresa. São casos em que te falta imaginação.

Dessa vez, foi com o consultório de dentistas que eu freqüento. Ali só há um Cristo que se salva, no caso nem dentista é. Belê, isso não muda o fato de que ali só tem mentes constipadas (as recepcionistas também entram na dança das mentes constipadas).

Como se não bastasse o fato de que, mensal e gentilmente, eu insiro em seus retos R$ 110,00, eles esquecem de me tratar com aquela porcentagem de respeito que todo mundo preza. Isso para, apenas uma vez por mês, eles trocarem uns ferrinhos nos meus dentes.

"Você tem que usar os elastiquinhos 24h por dia, Caio."
"Não posso, porque eu falo o dia todo, no trabalho e na escola, e os elastiquinhos me atrapalham."
"Eu tinha uma professora de faculdade que usava oito."
"Eu não sou sua professora de faculdade."

Então o sol quase ultrajante escondeu-se atrás das nuvens.

"Acontece que o organismo humano se adapta à tudo."
"Esse é o seu engano: eu não sou humano e meu organismo é rebelde."

Eu faço piadinhas sobre tudo nesse consultório - isso inclui a minha saliva.

E eu lá, todo mês enfiando uma boa parte do meu salário no bolso deles. Não vejo a hora de tirar esse aparelho.

domingo, 15 de novembro de 2009

Quem precisa de título?

Eu tenho um sério problema. E é com literatura brasileira e portuguesa. Acho chato. Terrivelmente chato. Passamos anos engolindo tudo isso nas aulas de português e literatura, e na época que deveríamos ler aproximadamente um milhão de livros, não temos nem um pouco de vontade de ler. E essa época é a de vestibular. Eu me encaixo nesse grupo.

Passei toda minha vida lendo Harry Potter, e nas semanas de mais inocência, Pedro Bandeira. Cara, eu gostei dele por alguns dias. Depois desses dias, era puro ódio. Meus coleguinhas pré-adolescentes que curtiam ler alguma coisa, liam Pedro Bandeira. Eu lia Clarice Lispector e Luis Fernando Veríssimo. Clarice é maravilhosa para quem conhece, com certeza. Eu a amarei até o fim da minha vida e blá blá blá. Mas acaba aí. Às vezes eu me arrisco com alguma coisa ou outra do Mário Quintana. Eu tenho paciência com ambos. Fora a paciência, tenho admiração.

Machado de Assis? Guimarães Rosa? Graciliano Ramos? Sempre ouvi falar deles, e sempre bastei-me aos trechos dos livros didáticos. Esses dias me deu vontade de ler Memórias Póstumas de Brás Cubas. E estou tentando ler. Eu não tenho paciência. Abri esse livro, e quando me dei por conta do meu entusiasmo, já tinha terminado a leitura de uma HQ de O Curioso Caso de Benjamin Button:


E de X-Men #95 (nessa manhã de domingo):

Deus sabe como eu me esforço, mesmo não tendo nada a ver com essa situação.

Nessas situações, dar uma cagada no maiô é muito fácil.