Hoje eu fui a uma livraria no shopping e percebi que se existem "sensações" da época, eu diria que as sensações da nossa época são essas: vampiros e 2012.
Antigamente, se você dissesse que é fã de vampiros, provavelmente seria considerado um grande idiota ou algum imbecil se achando gótico. Mas hoje em dia, essa pequena-grande saga chamada Crepúsculo reverteu essa situação. E na minha opinião, não foi para o lado bom da coisa. Na saga Crepúsculo, os vampiros não são vampiros de verdade. São apenas Barbies e Kens com presas. Depois de todo esse estouro, muitos outros livros sobre vampiros pegaram carona no sucesso dessa saga e aí já era: gostar de vampiros tornou-se banal. Antigamente, o legal de gostar de vampiros era o diferencial. Agora hoje em dia, toda cultura de terror e horror tornou-se banalizada por best-sellers do tipo. E de fato, isso é muito triste. E eu diria que se você quer conhecer vampiros de verdade, visite as páginas da Anne Rice. Perto dela, a saga Crepúsculo é para pré-adolescentes imaturos.
Com relação a 2012, eu diria: NÃO ACREDITEM NISSO! Quase rídiculo de se ver tanta gente aí dissecando esse assunto e algumas pessoas até mesmo preocupadas (!). Lembra em 1999 quando o Fantástico exibia imagens de pessoas se chicoteando só porque acreditavam que o mundo iria acabar em 2000? Pois é, isso foi há quase dez anos e veja só: estamos vivos! Vivíssimos! Não acreditem nessa baboseira. Não acreditem nos Maias. Pelo amor de Deus, eles estão mortos! MORTOS! Eu disse "mortos"! Não caiam nesse papo de "ei, legal, eu sou um maia e o mundo vai acabar em 2012. Aproveite o pouco tempo que te resta e entre para o nosso clube de vantagens". Não acredite na mídia, que quer apenas desviar sua atenção para o que é desnecessário. E não se deixe enganar por cenas do Cristo Redentor se desmontando. John Cusack, falando sério, você consegue se meter em filmes melhores.
E o que é interessante de fato, vai sendo engolido por toda essa liquidez. Quanto desperdício.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
High school is over
Então é isso aí. O meu colegial terminou hoje.
Meio idiota pensar nisso logo agora, mas como todos dizem, eu sentirei falta, e já estou sentindo. Não de toda galera, porque obviamente, não fui amiguinho de todos. Muitas cenas de hipocrisia, da famosa choradeira, deixam-me pensando em besteiras do tipo "nossa, como são falsos, morram, seus vermes".
Mas agora é outra história. É a época de plantar as sementes, não de pensar que está plantando as sementes, como geralmente nós pensamos no decorrer dos anos.
Muitas dores de cabeça, vontade de bater em muitas pessoas, vontade de simplesmente não voltar, cansaço do moralismo e do catolicismo da minha escola, mas no fim das contas, valeu a pena. Valeu mesmo. Eu decidi parar de aprender matemática e outras exatas, mas valeu a pena. Porque no fim desse show de horror e comédia, eu acabei conseguindo uma incrível bagagem de inspiração.
Para encerrar o ensino médio, uma música que não sai da minha cabeça desde que eu vi o excelente Margot e o Casamento:
"I was in the coal mine picking up diamonds
That the miners had left behind, behind, behind
And I admired their cold shine
Simple and bright
And I pocketed many in the cavernous night
Clear, when held up to the light."
Diane Cluck - "Easy To Be Around"
Meio idiota pensar nisso logo agora, mas como todos dizem, eu sentirei falta, e já estou sentindo. Não de toda galera, porque obviamente, não fui amiguinho de todos. Muitas cenas de hipocrisia, da famosa choradeira, deixam-me pensando em besteiras do tipo "nossa, como são falsos, morram, seus vermes".
Mas agora é outra história. É a época de plantar as sementes, não de pensar que está plantando as sementes, como geralmente nós pensamos no decorrer dos anos.
Muitas dores de cabeça, vontade de bater em muitas pessoas, vontade de simplesmente não voltar, cansaço do moralismo e do catolicismo da minha escola, mas no fim das contas, valeu a pena. Valeu mesmo. Eu decidi parar de aprender matemática e outras exatas, mas valeu a pena. Porque no fim desse show de horror e comédia, eu acabei conseguindo uma incrível bagagem de inspiração.
Para encerrar o ensino médio, uma música que não sai da minha cabeça desde que eu vi o excelente Margot e o Casamento:
"I was in the coal mine picking up diamonds
That the miners had left behind, behind, behind
And I admired their cold shine
Simple and bright
And I pocketed many in the cavernous night
Clear, when held up to the light."
Diane Cluck - "Easy To Be Around"
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Mentes constipadas
Quando você pensa que foi o suficiente, acontece algo a mais, para a sua surpresa. São casos em que te falta imaginação.
Dessa vez, foi com o consultório de dentistas que eu freqüento. Ali só há um Cristo que se salva, no caso nem dentista é. Belê, isso não muda o fato de que ali só tem mentes constipadas (as recepcionistas também entram na dança das mentes constipadas).
Como se não bastasse o fato de que, mensal e gentilmente, eu insiro em seus retos R$ 110,00, eles esquecem de me tratar com aquela porcentagem de respeito que todo mundo preza. Isso para, apenas uma vez por mês, eles trocarem uns ferrinhos nos meus dentes.
"Você tem que usar os elastiquinhos 24h por dia, Caio."
"Não posso, porque eu falo o dia todo, no trabalho e na escola, e os elastiquinhos me atrapalham."
"Eu tinha uma professora de faculdade que usava oito."
"Eu não sou sua professora de faculdade."
Então o sol quase ultrajante escondeu-se atrás das nuvens.
"Acontece que o organismo humano se adapta à tudo."
"Esse é o seu engano: eu não sou humano e meu organismo é rebelde."
Eu faço piadinhas sobre tudo nesse consultório - isso inclui a minha saliva.
E eu lá, todo mês enfiando uma boa parte do meu salário no bolso deles. Não vejo a hora de tirar esse aparelho.
Dessa vez, foi com o consultório de dentistas que eu freqüento. Ali só há um Cristo que se salva, no caso nem dentista é. Belê, isso não muda o fato de que ali só tem mentes constipadas (as recepcionistas também entram na dança das mentes constipadas).
Como se não bastasse o fato de que, mensal e gentilmente, eu insiro em seus retos R$ 110,00, eles esquecem de me tratar com aquela porcentagem de respeito que todo mundo preza. Isso para, apenas uma vez por mês, eles trocarem uns ferrinhos nos meus dentes.
"Você tem que usar os elastiquinhos 24h por dia, Caio."
"Não posso, porque eu falo o dia todo, no trabalho e na escola, e os elastiquinhos me atrapalham."
"Eu tinha uma professora de faculdade que usava oito."
"Eu não sou sua professora de faculdade."
Então o sol quase ultrajante escondeu-se atrás das nuvens.
"Acontece que o organismo humano se adapta à tudo."
"Esse é o seu engano: eu não sou humano e meu organismo é rebelde."
Eu faço piadinhas sobre tudo nesse consultório - isso inclui a minha saliva.
E eu lá, todo mês enfiando uma boa parte do meu salário no bolso deles. Não vejo a hora de tirar esse aparelho.
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