Continuo achando demais saber que Kevin Bacon estará em First Class. E interpretando um vilão!
X-Men: First Class | Kevin Bacon dá informação interessante sobre o vilão do filme
Será que veremos Sebastian Shaw no meio da ação? por Marcelo Hessel 20 de Dezembro de 2010 Em entrevista à revista Philadelphia Style, o ator Kevin Bacon, o Sebastian Shaw de X-Men: First Class, deu uma declaração interessante sobre o novo filme da franquia X-Men. Talvez você julgue ser um spoiler, então não prossiga se não quiser correr o risco.
Líder da sociedade secreta Clube do Inferno, que ambiciona dominar o mundo, Shaw vive como um homem de negócios, mas esconde do público sua habilidade mutante: absorver e transformar em força toda energia dirigida contra ele. Não espere de Sebastian Shaw no filme, porém, muitas demonstrações de poder. Segundo Bacon, o papel não exigirá esforços físicos: "Vou deixar os atores mais jovens cuidarem dessa parte. Eu sou mais um desses caras que tentam destruir o mundo sem levantar da cadeira". Se Shaw não terá cenas de ação, será que o filme ainda esconde uma ameaça maior? Sentinelas? Amageddon? --
Sebastian Shaw é um excelente lutador. Mesmo que não lute o filme todo, assim como Frank D'Amico (vilão de Kick-Ass), quando lutar, pode ser do caralho.
E só para constar: Jane Goldman e Matthew Vaughn (roteirista e diretor), ganharam, respectivamente, os prêmios de Hottest Writer e Hottest Director pela Total Film. Kick-Ass e First Class foram citados. Kick-Ass apareceu competindo em outras categorias também.
Sebastian Shaw ao centro; Emma Frost, a Rainha Branca, à esquerda; cara desconhecido de óculos acima dela; Magneto à direita de Shaw (Magneto?); e finalmente, Selene, a Rainha Negra.
Vale muito a pena ver Scott Pilgrim vs. the World. Não só pela barulheira que fizeram por causa da quase-não-estreia aqui no Brasil, mas mais ainda por ser um filme absolutamente incomum. Parece mais uma junção de “filmes de luta” (como aqueles do Mortal Kombat) com vários tipos de games em várias plataformas. Levando em consideração outros belos elementos, este filme é uma homenagem aos games, ao indie rock, aos quadrinhos e toda cultura geek em geral.
Scott Pilgrim (Michael Cera) tem uma via-crucis a ser enfrentada: ele se apaixona por Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead) e para ficar com ela, tem que quebrar a cara de todos os ex-namorados e da ex-namorada dela (de sua fase “bicuriosa”, como a própria Ramona diz). Entre uma luta e outra, Scott toca com sua banda. E sim, as lutas são espetaculares, tiram o fôlego e são bem diferentes uma das outras. Fora o humor nonsense, uma lição para quem acha que saber fazer filmes de comédia. O roteiro é do diretor, Edgar Wright, e Michael Bacall, baseado na HQ homônima de Bryan Lee O'Malley. Não li a HQ, então não sei se é fiel, mas não deixa de ser um roteiro maravilhoso. Há muito caos, fantasia e emoções das mais humanas. A trilha sonora é ótima, e tem a música Scott Pilgrim, da banda Plumtree. O'Malley deu esse nome ao protagonista por adorar a banda.
A estética do filme é delirante. As poucas pessoas que tiveram e terão a oportunidade única de ver Scott Pilgrim na telona, são privilegiadas. A história é muito bem contada: sem pressa, mas com certeza de olho no seu apoio. O elenco é surpreendentemente competente. Adoro o Johnny Simmons e a Mary Elizabeth Winstead. Michael Cera é bom ator. Ele faz todo mundo rir e se emocionar de várias formas, mas eu gostaria de vê-lo num papel diferente. É impressão minha ou os personagens dele são parecidíssimos? É impressão minha ou Michael Cera é parecido com seus personagens?
Agora, eu vejo que o maior “pecado” deste filme é justamente o acerto dele (contraditório, não?): o extremismo. A equipe responsável pela feitura do filme teve muita coragem de levar essa mistura barulhenta e colorida para os cinemas – é o tipo de coisa que agrada a poucos. Parece que nem se preocupou com a bilheteria (o orçamento não foi superado), que foi, sem dúvida onde o filme decepcionou a todos, e dificultou muito sua vinda para o Brasil e outros países. O filme estreou aqui quando já estava disponível em DVD e blu-ray nos EUA. Então, agradeçamos os responsáveis pelas campanhas na web, que pediam para a Paramount lançar o filme por aqui.
Embora seja em parte (a menos importante, por sinal) um desastre, na parte restante é um acerto em cheio. Scott Pilgrim era o que faltava para mostrar que sim, um dia, nós, nerds, dominaremos o mundo.
Wanted (O Procurado, na adaptação brasileira) lembra muito Clube da Luta. Não só pela violência e outros aspectos, mas mais pela “força” tão criticada por esses dois filmes. Uma espécie de força que deixa a humanidade inteira cabisbaixa, presa na rotina e entorpecida por ela. E Wanted é realmente radical para mostrar isso. Seus personagens são pessoas extremamente comuns, ou assassinos ultra-habilidosos que conseguem dar tiros curvos para atingir o inimigo – e isso faz parte da filosofia de vida deles. Os assassinos treinados matam alguns para poupar a vida de milhões. São eles que seguram, dessa forma, o encontro do nosso planeta com o verdadeiro caos. Todos eles são trazidos de cá, da nossa realidade chata, cheia de poluição e comidas industrializadas. E é no treinamento que eles aprendem a lição que diz que a vida vai além de tudo isso aqui.
Então, Wanted é um filme que tem como estrutura para sua trama uma teoria conspiratória. E fala, acima de tudo, da manipulação sob vários aspectos, que pode vir tanto dos bonzinhos quanto dos malvadinhos de qualquer história. Vários filmes falam sobre manipulação etc., mas este aqui tem uma abordagem diferente, assim como tudo nele é diferente de outros filmes de ação. Sabe aquela cena em câmera lenta? Ela vem no momento inesperado. Sabe aquela cena de tiroteio? É filmada nos ângulos mais imprevisíveis. O diretor Timur Bekmambetov diversas vezes usa as cenas mais clichês da forma mais incomum, e é por isso que esse filme foi dito como um daqueles que tem cenas de ação de “tirar o fôlego”: o cidadão, todo inocente, vai ver o filme pensando que é uma coisa, e quando o filme acaba, ele percebe que foi bem outra. Ele definitivamente tem sua bunda chutada.
James McAvoy, mesmo não precisando, já tem meu apoio para interpretar o Prof. X em X-Men: First Class ou qualquer personagem em qualquer filme.
Mas de qualquer forma, com ou sem violência, teorias conspiratórias e cenas de ação bem incomuns, o filme vale bastante para qualquer um que tenha interesse em conhecer o ator James McAvoy, que é o protagonista. O filme é dele. James é um ator assombrosamente talentoso. Ele interpreta Wesley Gibson, um sujeito todo cheio de probleminhas e problemões, que é execrado pela sua chefe, sua namorada o trai com seu “melhor amigo” e, ao digitar seu nome no Google, não obtém resultados. Um belo dia, Fox, interpretada pela Angelina Jolie, aparece na sua vida, o salva da morte e tudo começa a fazer mais sentido (afinal de contas, Angelina Jolie é Angelina Jolie). A participação dela foi muito questionada. Muita gente diz que ela praticamente não abre a boca no decorrer do filme. Ledo engano: a personagem de Angelina fala somente quando necessário e somente o que é necessário. Suas frases não são longas, mas fazem todo sentido e sua personagem é de uma importância que define muitos acontecimentos. O que acontece é que Fox leva Wesley para conhecer Sloan (Morgan Freeman), que lhe diz que seu pai, que o deixou na infância, foi assassinado por um membro rebelde do grupo de extermínio “A Fraternidade”, que Sloan, Fox e o pai de Wesley fazem parte. Esse grupo foi formado por tecelões há aproximadamente mil anos, e em tecidos fabricados por eles, constam códigos binários que entregam nomes de pessoas a serem executadas. Dessa forma, há um equilíbrio no mundo: como foi dito acima, matam um para poupar milhões. As vítimas são perigosas para humanidade. Agora Wesley é treinado por Fox para matar o tal agente rebelde, e esse é o seu destino. Cansado da mesmice, Wesley o aceita. Agora você diz: what the fuck? Com essa história maluca e cenas de ação mirabolantes, o filme fala sobre muitas coisas que estão debaixo do nosso nariz, e não percebemos.
Wanted é baseado na HQ homônima de Mark Millar (escritor e co-criador de Kick-Ass) e J. G. Jones, e é muitíssimo diferente do filme. Na HQ, “A Fraternidade” é um grupo gigante de vilões dos mais variados tipos. Não há nada de tecelagem. Em 1986, eles se organizam para exterminar todos os super-heróis e o conseguem. Wesley Gibson e Fox tem traços de Eminem e Halle Berry, e o pai de Wesley, de Tommy Lee Jones. Assim como no filme, há muita violência e teorias conspiratórias. A HQ é repleta de nuances do mundo underground, onde as pessoas usam drogas e fazem coisas de objetivo duvidoso apenas entre quatro paredes. No filme, os personagens seguem destinos diferentes e até personalidades diferentes eles têm. A estrutura da trama é a mesma, mas há um grande vão entre a HQ e o filme – ideia bem boa, pois a HQ é repleta de elementos que não funcionariam num filme para satisfazer pessoas que não precisam conhecer ou gostar de HQs. O filme e a HQ, cada um de sua forma, é cativante e surpreendente. Vale ver o filme e ler a HQ, não necessariamente nessa ordem: incluam-nos na sua lista de downloads. São espetaculares.