sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Melhores filmes que vi em 2013

Cinéfilo que é cinéfilo e tem mania de organização gosta de fazer listas também

Decidi dar continuidade a minha ideia de elencar os melhores filmes que vejo no decorrer de cada ano. A primeira lista foi lançada em dezembro passado (você pode baixá-la aqui) e a de 2013 acaba de sair do forno.

Os filmes estão listados de acordo com a ordem cronológica em que eu os assisti. Eles são de diferentes épocas e gêneros, o que mostra bastante do meu gosto cinematográfico pessoal. Além de suas qualidades num todo, os títulos que entraram na lista têm pelo menos um aspecto que me pareceu ser excepcional. E assim como na de 2012, há filmes que vão fazer algumas pessoas pensar “Nossa, você nunca tinha visto esse aqui antes?!”. Às vezes isso faz eu me sentir um cinéfilo incompetente, mas minha resposta é a mesma: antes tarde do que nunca!

Pronto? Aí vai:

Chuck & Buck (2000; de Miguel Arteta)
Martha Marcy May Marlene (2011; de Sean Durkin)
Negócio Arriscado (Risky Business, 1983; de Paul Brickman)
Sentimento de Culpa (Please Give, 2010; de Nicole Holofcener)
Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989; de Steven Spielberg)
Fuga no Século 23 (Logan’s Run, 1976; de Michael Anderson)
Laços de Ternura (Terms of Endearment, 1983; de James L. Brooks)
A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi, 2001; de Hayao Miyazaki)
Amor (Amour, 2012; de Michael Haneke)
Mobília Mínima (Tiny Furniture, 2010; de Lena Dunham)
A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty, 2012; de Kathryn Bigelow)
O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012; de David O. Russell)
Comic-Con Episode IV: A Fan’s Hope (2011; de Morgan Spurlock)
007: Operação Skyfall (Skyfall, 2012; de Sam Mendes)
Argo (2012; de Ben Affleck)
O Mestre (The Master, 2012; de Paul Thomas Anderson)
O Impossível (Lo imposible, 2012; de J.A. Bayona)
O Piano (The Piano, 1993; de Jane Campion)
As Sessões (The Sessions, 2012; de Ben Lewin)
Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (1999; de Marcelo Masagão)
Procurando Encrenca (Flirting with Disaster, 1996; de David O. Russell)
Disque M para Matar (Dial M for Murder, 1954; de Alfred Hitchcock)
Janela Indiscreta (Rear Window, 1954; de Alfred Hitchcock)
Amor pra Cachorro (Year of the Dog, 2007; de Mike White)
A Morte do Demônio (Evil Dead, 2013; de Fede Alvarez)
Distrito 9 (District 9, 2009; de Neill Blomkamp)
Primavera para Hitler (The Producers, 1967; de Mel Brooks)
O Jovem Frankenstein (The Young Frankenstein, 1974; de Mel Brooks)
Além da Escuridão – Star Trek (Star Trek Into Darkness, 2013; de J.J. Abrams)
Meu Irmão Quer se Matar (Wilbur Wants to Kill Himself, 2002; de Lone Scherfig)
Sherrybaby (2006; de Laurie Collyer)
Akira (1988; de Katsuhiro Ohtomo) (Atualização: dia 07/01/2014, às 15h38)
Três é Demais (Rushmore, 1998; de Wes Anderson)
Vivendo no Abandono (Living in Oblivion, 1995; de Tom DiCillo)
O Grande Lebowski (The Big Lebowski, 1998; de Joel & Ethan Cohen)
Byzantium (2012; de Neil Jordan)
Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, 1975; de Miloš Forman)
Gravidade (Gravity, 2013; de Alfonso Cuarón)
Segredos de Sangue (Stoker, 2013; de Chan-wook Park)
Laura: a Voz de uma Estrela (Little Voice, 1998; de Mark Herman)
Walking and Talking (1996; de Nicole Holofcener)
Frances Ha (2012; de Noah Baumbach)
Antes da Meia-Noite (Before Midnight, 2013; de Richard Linklater)
Os Suspeitos (Prisoners, 2013; de Dennis Villeneuve)
Em Transe (Trance, 2013; de Danny Boyle)
Monty Python em Buscar do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail, 1975; de Terry Gilliam e Terry Jones)
Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013; de Francis Lawrence) (Atualização: dia 28/12/2014, às 20h59)
O Lugar Onde Tudo Termina (The Place Beyond the Pines, 2012; de Derek Ciafrance)
Minha Vida de Cachorro (Mitt liv som hund, 1985; de Lasse Hallström)
Silkwood – O Retrato de uma Coragem (Silkwood, 1983; de Mike Nichols)
Italiano para Principiantes (Italiensk for begyndere, 2000; de Lone Scherfig)
Jane Eyre (2011; de Cary Fukunaga) (Atualização: dia 02/01/2014, às 0h23)

Menções honrosas:

Frances Ha. Sem dúvida, o filme que mais me agradou em 2013. Posso me acabar em elogios aqui, mas me parece que nenhum vai fazer jus ao que quero dizer sobre ele. É por essas e outras razões que Noah Baumbach continua sendo um dos meus diretores prediletos. Ele já havia me fisgado quando vi A Lula e a Baleia (2005) pela primeira vez e depois em Margot e o Casamento (2007). Vi outros filmes dele, mas só Frances Ha aqueceu mi corazón como esses outros dois fizeram. Espero que Greta Gerwig, protagonista e corroteirista ao lado de Baumbach, continue seu ótimo trabalho tanto na frente das câmeras quanto atrás delas. E que não se torne uma segunda Zooey Deschanel: sem versatilidade, presa a papéis sempre semelhantes, atuações idem e um gasto título de “musa indie”.

Mickey Sumner e Greta Gerwig em cena de Frances Ha (Imagem: divulgação)

Sentimento de Culpa e Walking and Talking, sem dúvida, são dignos de uma textura própria nesta lista. Ambos têm aquela simplicidade e honestidade de filmes independentes, mas o diferencial deles é o nome da Nicole Holofcener, uma das figuras mais relevantes do cinema indie dos Estados Unidos, nos créditos de roteiro e direção. Com muito bom humor e sensibilidade, Holofcener aborda temas como envelhecimento, relacionamentos e opiniões sobre a vida. E sempre com Catherine Keener no elenco também, é claro.

A ótima atuação de Catherine Keener é um dos pontos altos de Sentimento de Culpa. Na foto, ela e Oliver Platt (Imagem: divulgação)

O Piano merece ser citado. Poucos filmes que vi são tão impactantes e poéticos como esse. Jane Campion acerta em cada aspecto da obra, até hoje encarada como a mais importante de sua filmografia. O roteiro aparenta ter sido escrito meticulosamente, enquanto a ótima Holly Hunter entra com delicadeza e precisão na personagem principal. Michael Nyman compôs para ela uma das mais belas trilhas que já ouvi. O crítico Roger Ebert acertou também ao escrever em sua resenha que O Piano “[é] um daqueles raros filmes que não se embasam apenas na trama ou em alguns personagens, mas em todo um universo de sentimentos”.

Holly Hunter e Anna Paquin em O Piano. No Oscar de 1994, as duas ganharam o prêmio de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante, respectivamente. Paquin tinha apenas 11 anos e se tornou a segunda ganhadora mais jovem do Oscar. Jane Campion levou a estatueta de melhor roteiro original (Imagem: divulgação)

Além da Escuridão – Star Trek, de J.J. Abrams, também merece ganhar um parágrafo só para si. Além de ser um ótimo filme de ficção científica e um ótimo filme em geral, ele dispõe de uma qualidade que infelizmente pouco vemos no cinema. No caso, a de excepcional capricho na escrita de filmes de aventura e fantasia. Bons exemplos disso são Stardust – O Mistério da Estrela (2007), de Matthew Vaughn, e a série Indiana Jones (1981-2008), de Steven Spielberg (embora o quarto filme não seja lá essas coisas). Os dois Star Trek atuais têm vocação de sobra para entrar nesse rol e no de blockbusters que fogem do comum e se estabelecem como notáveis realizações cinematográficas. Sem dúvida, Abrams está fazendo jus às suas brincadeiras de infância com câmeras Super 8.

Além de ser o rei do Tumblr, o inglês bonitão Benedict Cumberbatch mostra que é ótimo ator e vive um dos vilões mais marcantes do cinema recente no novo Star Trek (Imagem: divulgação)

E é isso. Já sobre 2014...

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido segue firme e forte no topo da minha watchlist. E os seus filmes? Comente aí e me dê sugestões de títulos, eu sempre aceito.

Até o próximo post e feliz ano novo!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Resenha: 'Minha Vida Dava um Filme', de Shari Springer Berman e Robert Pulcini

Produção peca na falta de engenhosidade e não faz jus ao talento dos protagonistas

(Imagem: Divulgação)

A extensa cartela de comédias hollywoodianas que chega aos cinemas anualmente nem sempre entrega bons títulos. Algumas surpresas acabam surgindo, agradam o público e ainda conseguem alguns elogios da crítica, como Se Beber, Não Case (2009). Mas esse definitivamente não é o caso do supérfluo Minha Vida Dava um Filme, que estreia hoje, 08/11.

Na obra, Kristen Wiig vive Imogene, uma dramaturga fracassada. Ela é demitida da revista em que trabalha, abandonada pelo namorado, ignorada pelas amigas da high society de Nova York e, após uma falsa tentativa de suicídio, é obrigada a ficar sob os cuidados de sua excêntrica mãe (Annette Bening). Ao voltar para a casa da família, Imogene reencontra seu também excêntrico irmão (Christopher Fitzgerald), conhece um rapaz que aluga o antigo quarto dela (Darren Criss), e o novo namorado de sua mãe (Matt Dillon). Fragilizada pela série de perdas e frustrada por ter de reatar laços familiares – tem bastante roupa suja a ser lavada –, a protagonista ainda inventa de localizar seu pai biológico após descobrir que ele está vivo.

A dinâmica entre os cinco personagens e seus conteúdos é tão mal explorada quanto o talento do trio formado por Wiig, Dillon e, principalmente, Bening. Bem menos engraçado do que poderia ser, cada passo que o filme dá adiante se sustenta em um clichê ou uma situação sem graça. Desinteressante e preguiçoso, peca em não ser engenhoso, do jeito que boas comédias geralmente são. É até possível sentir alguma vergonha alheia dos atores, dada a grande quantidade de momentos patéticos que eles têm. A mesma coisa sobre a dupla de diretores: Shari Springer Berman e Robert Pulcini, do cultuado Anti-Herói Americano (2003), entregam um trabalho sem sabor. Difícil de entender como a promissora dupla – indicada ao Oscar e ganhadora de prêmios em Cannes e Sundance – aceitou participar de um projeto que já mostra deslizes no roteiro (assinado por Michelle Morgan), um dos primeiros estágios de feitura de qualquer filme.


Kristen Wiig e Annette Bening em cena (Imagem: Divulgação)

Os poucos momentos em que Minha Vida Dava um Filme agrada são quando toca músicas da banda new wave Blondie no início e no fim, e no cameo de Whit Stillman, grande nome do cinema independente dos Estados Unidos. Fora isso, a obra não vale o ingresso e o tempo investido. É capaz de passar despercebida nos cinemas brasileiros, assim como aconteceu em seu país de origem. Para quem quiser ver Kristen Wiig demonstrando seu talento, a dica é ver Missão Madrinha de Casamento (2011), escrito e protagonizado por ela, ou seus sketches dos tempos de Saturday Night Live. Annette Bening mostra a que veio em Minhas Mães e Meu Pai (2010) e Matt Dillon em Crash – No Limite (2004). Os dois primeiros títulos são comédias bem mais interessantes. Passe longe do objeto desta resenha.

Título: Minha Vida Dava um Filme (Girl Most Likely); País de origem: Estados Unidos; Ano: 2013; Direção: Shari Springer Berman e Robert Pulcini; Roteiro: Michelle Morgan; Elenco: Kristen Wiig, Annette Bening, Matt Dillon, Christopher Fitzgerald, Darren Criss, June Diane Raphael, Bob Balaban, Brian Petsos, Mickey Sumner; Produção: Maven Pictures, Anonymous Content, Ambush Entertainment, Foggy Bottom Pictures, 10th Hole Productions; Distribuição: Paris Filmes; Duração: 103min.; Classificação indicativa: 12 anos; Estreia: nesta sexta-feira, 08/11.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Confira o trailer de 'X-Men: Days of Future Past'

(Imagem: Reprodução)

O primeiro trailer do vindouro X-Men: Days of Future Past está no ar. Veja:


Trata-se do mesmo vídeo exibido na Comic-Con de San Diego e no Fantasia Film Festival, em julho e agosto deste ano, respectivamente.

X-Men: Days of Future Past é baseado no arco Dias de um Futuro Esquecido, de Chris Claremont e John Byrne, lançado em 1980 pela Marvel Comics. Embora a 20th Century Fox ainda não tenha lançado uma sinopse oficial do filme, dá para ter uma noção dela através da trama do quadrinho: em um futuro distópico e pós-apocalíptico, mutantes são perseguidos pelos robôs gigantes Sentinelas, e presos em campos de concentração. Os X-Men enviam a mente de Kitty Pride ao passado para pedir que a equipe impeça um trágico acontecimento que resultará no futuro citado. Com a premissa de viagem no tempo, personagens de ambas as trilogias vão interagir no filme. No trailer, podemos ver que Kitty Pride é substituída por Wolverine na tarefa.

Jennifer Lawrence em cena como Mística, mutante cujo dom é se transformar em qualquer pessoa ou objeto



Bryan Singer, diretor dos dois primeiros filmes da franquia e produtor de X-Men: Primeira Classe (2011), comanda o novo filme dos mutantes. Ele assina a trama ao lado de Matthew Vaughn e Jane Goldman. O roteiro é de Simon Kinberg. No extenso elenco, estão James McAvoy (Charles Xavier, versão jovem), Michael Fassbender (Magneto, versão jovem), Jennifer Lawrence (Mística), Hugh Jackman (Wolverine), Halle Berry (Tempestade), Patrick Stewart (Charles Xavier, versão idosa), Ian McKellen (Magneto, versão idosa), Anna Paquin (Vampira), Ellen Page (Kitty Pride), Shawn Ashmore (Homem de Gelo), Peter Dinklage (Bolivar Trask), Nicholas Hoult (Fera), Omar Sy (Bishop), Adan Canto (Mancha Solar), Fan Bingbing (Blink), Evan Peters (Mercúrio), Booboo Stewart (Apache), Lucas Till (Destrutor), Daniel Cudmore (Colossus) e Josh Helman (William Stryker).

A estreia está agendada para 23 de maio de 2014, em 2D e 3D.