No Terminal Rodoviário Nicolau Delic, ou simplesmente Terminal São Caetano, o fim de tarde comum tem senhores jogando dominó. Hoje tinha um deles cutucando com um bastão a copa do que me pareceu ser um pé de manga.
Enquanto eu estava na fila do ônibus, vi um sujeito perneta mover-se vigorosamente com suas muletas pela faixa de pedestre. Senti o inconfundível cheiro de esgoto vindo de uma enorme poça. Assim que me sentei dentro do ônibus, tirei da mochila um sanduíche e o comi.
Da janela, pude observar que, na rua, um homem levava um engradado de garrafas de Coca-Cola na bicicleta que ele pedalava. Um senhor cheirando a desinfetante sentou-se ao meu lado.
Estes são alguns anônimos de São Caetano. E a vida, meus amigos, é pitoresca.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Em 'Grandes Olhos', novo filme de Tim Burton, Margaret Keane nos ensina sobre vulnerabilidade
Este artigo também está no Brasil Post.
Christoph Waltz e Amy Adams em cena de Grandes Olhos: eles vivem Walter e Margaret Keane, respectivamente. Neste ano, Adams ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia/musical pelo papel (Foto: Divulgação)
"Os anos 1950 foram uma grande época, se você fosse um homem", diz o narrador em off. Uma mulher, apressada e aflita, coloca seus pertences e os de sua filha no porta-malas do carro estacionado em frente à casa. Já na estrada, a mulher acelera e, sobre o banco da motorista, sua mão segura a da criança.
A mulher, no caso, é a pintora norte-americana Margaret D.H. Keane, em 1958. E a cena descrita acima é a que abre Grandes Olhos (Big Eyes, 2014), novo filme de Tim Burton que estreia nesta quinta-feira (29).
Margaret não só deixou seu marido, Walter Keane, como o acusou publicamente de usurpar dela a autoria de suas pinturas, que enriqueceram (e muito) o casal. Durante os dez anos de casamento, Walter, também pintor, se valeu de compartilhar seu sobrenome com Margaret para se apresentar como autor das obras ultra populares dela.
As pinturas de Margaret são de crianças, mulheres e animais com olhos hiperbólicos e desolados. São reflexo direto da latente sensibilidade da pintora - característica que ela teve de contrariar para assumir suas obras e autonomia como indivíduo.
Walter usou como trampolim para si essas (supostas) fragilidades de Margaret. Ao contrário dela, ele sabia como vender as obras. Sua lábia, simpatia e forte presença garantiram aos quadros acesso a círculos estratégicos. E a ele, total domínio sobre sua esposa. Margaret chegou a pintar 16 horas por dia, enclausurada num estúdio de cortinas fechadas e porta trancada, sem amigos e isolada de sua filha, único fruto do casamento anterior. Walter tinha o dinheiro, a fama e, como Margaret contou ao Guardian, as ameaças na ponta da língua. E ela, por sua vez, tinha uma criança, um segredo que podia lhe constranger e medo de seu marido. A má recepção que o mundo das artes já dava às mulheres artistas reforçava a situação.
No entanto, a insegura, silenciosa e sensível Margaret não é a coitadinha da história. Ela é a heroína.
Em sua pertinente palestra no Ted sobre o poder da vulnerabilidade, Brené Brown, pesquisadora da Universidade de Houston, afirma que não há como separar o "mau sentimento" (medo, vergonha, decepção) do "bom" (gratidão, felicidade, prazer). Quando enfraquecemos um, também o fazemos com o outro. Segundo a assistente social, ignorar nossas vulnerabilidades implica em não sentirmos o que há de bom. O que nos deixa vulneráveis. E aí começa um ciclo. Em entrevista à Forbes, Brown define vulnerabilidade como "incerteza, risco e exposição emocional".
Isto nos faz voltar à Margaret Keane. Walter abusou psicologicamente dela. E ela lhe aplicou um belíssimo chute no traseiro, que teve duas fases: o abandono que ele não esperava e um processo judicial. Este último serviu para identifica-la como a artista que criou o que tanto vendeu, fez sucesso e deixou marca na história da arte contemporânea. Porque sozinha ela já era o suficiente.
Margaret é a mulher que, num contexto ainda mais machista que o de hoje, arriscou atear fogo às mentiras que a rodeavam - mas que, antes disso e para isso, abriu-se ao mundo para mostrar suas feridas.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Melhores filmes que vi em 2014
Prepare-se para anotar
alguns títulos na sua lista de “preciso ver” (ou discordar de mim e atirar frutas podres). Boa leitura!
Homer e Barney assistindo à Guardiões da Galáxia (ou não) (Imagem: reprodução internet)
Seguindo a tradição, aqui está a lista de melhores filmes
que vi no já-perto-de-acabar 2014. Trata-se da terceira seleção publicada pelo
blogueiro que vos escreve e torra a paciência (aqui
está a lista
de 2013 e a de 2012).
Os critérios são simples: todos os filmes citados eram
inéditos para mim, ou seja, não são necessariamente estreias deste ano; data e
gênero não são empecilhos; a lista segue a ordem em que os filmes foram vistos; a intenção é levantar conversas (amigáveis, per favore) e troca de sugestões de
títulos.
Tcharã:
À Procura do Amor (Enough
Said, 2013; de Nicole Holofcener)
O Amor Não Tem Sexo (Prick Up Your Ears, 1987; de Stephen Frears)
Blue Jasmine (2013; de Woody Allen)
Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility, 1995; de Ang Lee)
Cova Rasa (Shallow Grave, 1994; de Danny Boyle)
12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013; de Steve McQueen)
Nebraska (2013; de Alexander Payne)
Philomena (2013; de Stephen Frears)
O Dia que Durou 21 Anos (2012; de Camilo Tavares)
Capitão América 2: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier, 2014; de Anthony Russo e Joe Russo)
O Homem Duplicado (Enemy, 2013; de Denis Villeneuve)
Refém da Paixão (Labor Day, 2013; de Jason Reitman)
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past, 2014; de Bryan Singer)
Segredos e Mentiras (Secrets & Lies, 1996; de Mike Leigh)
Fim de Caso (End of the Affair, 1999; de Neil Jordan)
This Is England (2006; de Shane Meadows)
Chumbo Grosso (Hot Fuzz, 2007; de Edgar Wright)
Heróis de Ressaca (The World’s End, 2013; de Edgar Wright)
Filhos da Esperança (Children of Men, 2006; de Alfonso Cuarón)
Persona: Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, 1966; de Ingmar Bergman)
Crumb (1994; de Terry Zwigoff)
Sob a Pele (Under the Skin, 2013; de Jonathan Glazer)
O Romance de Morvern Callar (Morvern Callar, 2002; de Lynne Ramsay)
Nu (Naked, 1993; de Mike Leigh)
Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan, 1982; de Nicholas Meyer)
Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road, 2008; de Sam Mendes)
Últimas Palavras (Divorcing Jack, 1998; de David Caffrey)
Rede de Intrigas (Network, 1976; de Sidney Lumet)
Um Peixe Chamado Wanda (A Fish Called Wanda, 1988; de Charles Crichton e John Cleese)
Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014; de James Gunn)
Ônibus 174 (2002; de José Padilha e Felipe Lacerda)
Garotos de Programa (My Own Private Idaho, 1991; de Gus Van Sant)
Origem Secreta: A História da DC Comics (Secret Origin: The Story of DC Comics, 2010; de Mac Carter)
Marcas da Violência (A History of Violence, 2005; de David Cronenberg)
Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955; de Alfred Hitchcock)
Garota Exemplar (Gone Girl, 2014; de David Fincher)
Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959; de Billy Wilder)
Precisamos Falar sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011; de Lynne Ramsay)
O Pequeno Fugitivo (Little Fugitive, 1953; de Ray Ashley, Morris Engel e Ruth Orkin)
Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (The Hunger Games: Mockingjay – Part 1, 2014; de Frances Lawrence)
Azul É a Cor Mais Quente (La vie d’Adèle, 2012; de Abdellatif Kechiche)
Boyhood – Da Infância à Juventude (Boyhood, 2014; de Richard Linklater)
Frank (2014; de Lenny Abrahamson)
Monty Python – O Sentido da Vida (The Meaning of Life, 1983; de Terry Jones e Terry Gilliam) (Atualização: dia 28/12, às 20h49)
O Amor Não Tem Sexo (Prick Up Your Ears, 1987; de Stephen Frears)
Blue Jasmine (2013; de Woody Allen)
Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility, 1995; de Ang Lee)
Cova Rasa (Shallow Grave, 1994; de Danny Boyle)
12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013; de Steve McQueen)
Nebraska (2013; de Alexander Payne)
Philomena (2013; de Stephen Frears)
O Dia que Durou 21 Anos (2012; de Camilo Tavares)
Capitão América 2: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier, 2014; de Anthony Russo e Joe Russo)
O Homem Duplicado (Enemy, 2013; de Denis Villeneuve)
Refém da Paixão (Labor Day, 2013; de Jason Reitman)
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past, 2014; de Bryan Singer)
Segredos e Mentiras (Secrets & Lies, 1996; de Mike Leigh)
Fim de Caso (End of the Affair, 1999; de Neil Jordan)
This Is England (2006; de Shane Meadows)
Chumbo Grosso (Hot Fuzz, 2007; de Edgar Wright)
Heróis de Ressaca (The World’s End, 2013; de Edgar Wright)
Filhos da Esperança (Children of Men, 2006; de Alfonso Cuarón)
Persona: Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, 1966; de Ingmar Bergman)
Crumb (1994; de Terry Zwigoff)
Sob a Pele (Under the Skin, 2013; de Jonathan Glazer)
O Romance de Morvern Callar (Morvern Callar, 2002; de Lynne Ramsay)
Nu (Naked, 1993; de Mike Leigh)
Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan, 1982; de Nicholas Meyer)
Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road, 2008; de Sam Mendes)
Últimas Palavras (Divorcing Jack, 1998; de David Caffrey)
Rede de Intrigas (Network, 1976; de Sidney Lumet)
Um Peixe Chamado Wanda (A Fish Called Wanda, 1988; de Charles Crichton e John Cleese)
Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014; de James Gunn)
Ônibus 174 (2002; de José Padilha e Felipe Lacerda)
Garotos de Programa (My Own Private Idaho, 1991; de Gus Van Sant)
Origem Secreta: A História da DC Comics (Secret Origin: The Story of DC Comics, 2010; de Mac Carter)
Marcas da Violência (A History of Violence, 2005; de David Cronenberg)
Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955; de Alfred Hitchcock)
Garota Exemplar (Gone Girl, 2014; de David Fincher)
Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959; de Billy Wilder)
Precisamos Falar sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011; de Lynne Ramsay)
O Pequeno Fugitivo (Little Fugitive, 1953; de Ray Ashley, Morris Engel e Ruth Orkin)
Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (The Hunger Games: Mockingjay – Part 1, 2014; de Frances Lawrence)
Azul É a Cor Mais Quente (La vie d’Adèle, 2012; de Abdellatif Kechiche)
Boyhood – Da Infância à Juventude (Boyhood, 2014; de Richard Linklater)
Frank (2014; de Lenny Abrahamson)
Monty Python – O Sentido da Vida (The Meaning of Life, 1983; de Terry Jones e Terry Gilliam) (Atualização: dia 28/12, às 20h49)
Vale destacar:
Em tempos de superioridade da tevê em criatividade e
conteúdo, este drama independente reafirma
as características únicas do cinema como mídia sem-igual para contar histórias.
Diretor e roteirista, Richard Linklater retrata aqui o
crescimento do garoto Mason (vivido por Ellar
Coltrane) ao longo de 12 anos, mesmo período de tempo em que o longa foi
rodado. Um curta-metragem de dez a 15 minutos foi feito por ano. Cada peça
relata um ano na vida de Mason e sua família, composta pelos pais divorciados (Patricia Arquette, em linda atuação, e Ethan Hawke, ótimo) e a irmã mais velha
(Lorelei Linklater, filha do
diretor).
A edição dos curtas num único filme rendeu um dos títulos
mais peculiares dos últimos anos – e impulsionou Linklater a seu ápice. Filhote
do cinema indie norte-americano, o prolífico diretor tem sido um de seus
principais representantes. Desde sua ascensão com Jovens, Loucos e Rebeldes (1993), até a ótima trilogia composta
por Antes do Amanhecer (1995), Antes do Pôr-do-Sol (2004) e Antes do Anoitecer (2013). A semelhança da trilogia com Boyhood: cada filme retrata um dia na
vida de um casal (Julie Delpy e Hawke,
frequentes colaboradores do cineasta) ao longo de duas décadas. As mudanças trazidas
pelo tempo, elemento sempre implacável e fundamental nas narrativas, dão diversas texturas aos personagens e
às situações vividas por eles.
O sigilo da produção de Boyhood
foi quebrado apenas quando o filme começou sua maratona de festivais. A
surpresa foi geral. O drama é simples e conciso para mostrar a família Evans em
suas diversas fases: mudança de casa, ida à faculdade, o término dos casamentos
da mãe etc. Outra característica notável do longa é dar indícios temporais
através de referências à cultura pop: “Yellow”, do Coldplay toca no início, complementando o lindo plano de um céu
azul. Mason assiste à Dragon Ball Z em outro momento. A família vai à livraria comprar Harry
Potter e o Enigma do Príncipe numa cena. Arcade Fire, The Hives e
Wilco, entre outros, aparecem na
extensa (e ótima) trilha sonora.
Crítica e público estão em polvorosa com Boyhood. No site Metacritic, que
agrega conceitos do mundo todo, ele é o primeiro filme do século 21 a obter
cem, o consenso máximo. Depois ter ganho vários prêmios no Festival de Berlim
de 2014, incluindo o de melhor diretor, Boyhood
é título frequente em diversas categorias de premiações,
como Globo de Ouro, Screen Actors Guild e Independent Spirit. Até agora, parece ser um dos competidores
de mais peso. Muito provavelmente dará as caras no Oscar e no Bafta.
No entanto, com ou sem prêmios debaixo do braço, Boyhood está propício a entrar para a história do cinema. Seria uma pena se não o fizesse – trata-se de um de seus
momentos mais radiantes.
Ao ver este brilhante thriller,
tive aquela rara sensação de ter meu “chão de espectador” tirado de mim. Isso
se deve à engenhosidade de Gillian Flynn,
autora do livro homônimo que rendeu o filme e roteirista responsável pela
adaptação. Embora eu ainda não tenha lido o romance (que chegará aqui em casa
em breve, pois o comprei esses dias), só de ver Garota Exemplar ficou perceptível para mim como Flynn sabe
atravessar a ponte entre a escrita em prosa e a escrita de roteiros de cinema –
ou seja, aquela que serve à narrativa audiovisual. Pelo simples motivo de o
roteiro ser enxuto e funcional.
Reviravoltas, absurdos e humor ácido estão muito bem
embalados pelo diretor David Fincher – aquele mesmo sujeito que fez seu cérebro ter curtos-circuitos com Clube da Luta (1999) e A Rede Social (2010), por exemplo.
Veja Garota Exemplar,
mas evite ler sinopses e críticas antes. Você vai se surpreender. Confie em
mim. Observe bem a interpretação nuançada de Rosamund Pike. E caso já tenha lido o livro, fique tranquilo, pois
a autora mudou o fim na adaptação. Desta forma, cada um tem sua identidade.
Assim, você pode se surpreender duas vezes, graças à tal engenhosidade de Gillian
Flynn.
Nu
Hilário, dramático e, por vezes, chocante. Eu já conhecia o
diretor e roteirista Mike Leigh, figuraça
do cinema indie britânico, pelo tocante e otimista Simplesmente Feliz (2008).
Mas em Nu, Leigh se põe no outro
extremo: o do pessimismo e do humor negro. Na interpretação masculina mais
marcante que vi neste ano, David Thewlis
é um sujeito que: 1) foge da polícia após estuprar uma mulher; 2)
carrega consigo um leque de teorias apocalípticas e sobre a existência humana;
3) invade a casa de uma conhecida e destrói a rotina compartilhada pelas personagens que vivem ali. Thewlis transita entre diferentes matizes de humor, tragédia
e esquisitice com eficiência. Merecidos prêmios de melhor ator e diretor no Festival de Cannes de 1993.
Assisti também ao estupendo Segredos e Mentiras, trabalho de Leigh seguido de Nu, lançado três anos depois. Me
surpreendi novamente com Thewlis na comédia Últimas
Palavras, de David Caffrey.
Leigh segue na minha lista de diretores a serem explorados;
Thewlis é meu ator do ano.
À Procura do Amor
Eu já havia colocado dois filmes de Nicole Holofcener na
lista do ano passado: Sentimento de Culpa (2010) e Walking and Talking (1996). Me pareceu natural continuar a
conhecer a filmografia desta sensível e bem humorada cineasta (que também é um
dos expoentes do cinema indie dos Estados Unidos). O perspicaz À Procura do Amor tem os elementos
frequentes nas tramas de Holofcener: envelhecimento, relacionamentos, dúvidas
sobre o futuro. (Isso não significa que ela cai no óbvio, pois a diretora
sempre entrega histórias que esbanjam frescor.) A sempre ótima Julia Louis-Dreyfus aqui interpreta uma mãe
solteira de meia-idade que se envolve com um homem idem, interpretado
lindamente pelo já falecido James
Gandolfini. Algumas coincidências tecem uma cama-de-gato que rende boas
risadas e reflexões. É Nicole Holofcener em sua melhor forma. As sempre
competentes Catherine Keener e Toni Collette também estão no elenco.
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
Ainda sou do time de X-Men: Primeira Classe (2011),
que para mim, é o melhor filme dos mutantes da Marvel, um dos melhores baseados
em quadrinhos de super-heróis, e líder das ótimas ficções científicas que
Hollywood tem entregado nos últimos anos.
No entanto, é inegável que em Dias de um Futuro Esquecido, os personagens e suas histórias têm
outro ótimo momento no cinema. Bryan
Singer voltou ao posto de diretor para mostrar quem manda na bagaça – e fez
isso muito bem. Singer é especialista em tramas sustentadas por vários
personagens, drama, ação e efeitos especiais. Tudo isso está em alta no novo X-Men.
Ainda lamento que Matthew
Vaughn, diretor de Primeira Classe,
não tenha permanecido no posto para realizar uma sequência ao lado de Jane Goldman, roteirista e braço-direito
dele. Mas a (minha adorada) dupla dinâmica permaneceu para elaborar a história
ao lado de Singer (não creditado) e do roteirista Simon Kinberg, num complemento à visão de Singer. O resultado é,
mais uma vez, um blockbuster dos bons. Mais pontos positivos para a ótima
passagem dos X-Men pelas telonas.
Guardiões da Galáxia
A lista deste ano não é tão extensa quanto as anteriores, pois séries, minisséries e filmes de tevê foram meu foco em 2014. Foi difícil fugir desse universo.
Uma bola curva e tanto. Desde a iniciativa da Marvel Studios de levar para o cinema
um de seus títulos marginais, até a escolha de James
Gunn para tomar frente do projeto. Gunn começou sua carreira
trabalhando em filmes B da Troma
Entertainment, e depois continuou com realizações peculiares e de baixo
orçamento, como Super (2010)
e Seres Rastejantes (2006).
Um diretor bastante esquisito e underground para um blockbuster da Marvel. Mas
Gunn concebeu uma ficção científica visualmente impecável, divertida e
empolgante. É o ápice do universo Marvel no cinema.
A lista deste ano não é tão extensa quanto as anteriores, pois séries, minisséries e filmes de tevê foram meu foco em 2014. Foi difícil fugir desse universo.
Para ano que vem, há incontáveis estreias no meu radar. Os
novos Star Wars e Vingadores, e lançamentos
pendentes no Brasil como Grandes Olhos, de Tim Burton, e Sr. Turner, de Mike
Leigh, são alguns exemplos. Aí vão os trailers.
Então é isso. Feliz ano novo! Nos esbarramos por aí. E bons
filmes!
Assinar:
Postagens (Atom)


